Mercado americano - Precisa-se de mais testosterona e menos cortisol

21/11/2018

Se analisarmos os mercados de forma análoga a que fazemos ao analisar um exame de sangue, pode-se dizer que o Sr. Mercado está com a Testosterona Livre baixa demais.

Faço tal afirmação ao olhar o gráfico do preço das ações do banco, considerado por muitos como o mais influente, e um dos mais eficientes bancos globais. Naturalmente, falo aqui do Banco Goldman Sachs, ou para muitos, "Government Sachs".

Sabe-se que o banco não passa por uma boa fase. Em particular, o banco está sendo processado pelo governo da Malásia que o acusa de negligência e fraude ao coordenar uma emissão de títulos da dívida do país.

Mesmo assim, o atual "valuation" do banco está surpreendentemente baixo.

No gráfico acima, as ações do Banco Goldman Sachs em azul, a do ETF XLF representativo do setor bancário em laranja e o índice S&P 500 em verde.

As ações do banco fecharam hoje a US$192,35, abaixo do valor patrimonial por ação de aproximadamente US$197. Neste nível, tais ações negociam com uma relação de preço/lucro de 7,1x contra um média histórica de 11x.

Colocando os problemas particulares da Goldman de lado, há quem diga que é difícil conceber uma recuperação significativa nos principais índices americanos sem a contribuição do setor bancário.

E neste sentido, além da Goldman, temos também as ações do Deutsche Bank em uma queda contínua.

Para finalizar, voltando a analogia histológica, se as ações dos bancos representam a testosterona livre, o VIX que é uma medida associada a expectativa de oscilação do S&P 500, é o cortisol.

Para um mercado mais saudável precisamos de um nível de testosterona livre mais alto e um nível de cortisol mais baixo.

Marink Martins