Sobre a Teoria das Perspectivas de Daniel Kahneman

02/08/2018

Ontem, durante o encontro diário que promovo através do meu projeto, Clube dos 5, junto a Inversa Publicações, expliquei aos participantes a base do trabalho que levou o psicólogo Daniel Kahneman a receber o prêmio Nobel de economia em 2002. 

Trata-se de um trabalho conhecido como Teoria das Perspectivas, publicado em 1979 por Kahneman e seu parceiro, já falecido, Amos Tversky.

A ideia central desta teoria refere-se a uma nova interpretação a respeito da Teoria da Utilidade Esperada. De forma objetiva, busco ilustrar aqui a base deste estudo através dos três gráficos abaixo:

Como você pode ver nos gráficos acima, quando começamos a investir, é comum exibirmos um viés cognitivo conhecido como aversão a risco (gráfico da esquerda). Nestes casos a dor de uma perda é maior do que o prazer de um ganho, mesmo considerando o mesmo valor para ambas as situações. Por isso, investidores tendem a insistir em manter uma posição comprada em um ativo perdedor por mais tempo do que deveriam.

Com o tempo, o investidor passa a incorporar a técnica de STOP. Assim, consegue limitar suas perdas, e desfrutar de maiores ganhos (gráfico do meio). Com o passar do tempo, avançando na compreensão de si, este passa a desenvolver a maturidade necessária para "surfar" uma onda transformacional (gráfico da direita).

A introdução do viés cognitivo relacionada ao sentimento de "aversão a perdas" foi só o início de um longo trabalho que revelou diversas limitações do comportamento humano. Para mais informações a respeito do assunto, leia o livro Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar, escrito pelo próprio Kahneman e uma espécie de bíblia no campo da psicologia comportamental voltada ao mundo das finanças.


Marink Martins


Em um mundo cuja taxa de crescimento econômico está em ritmo de desaceleração, há uma busca alucinada por ativos que exibam crescimento em termos de lucratividade; mesmo que este seja somente em potencial.

Já estamos acostumados a ouvirmos sobre os embates, agora diários, no Parlamento britânico, sobre o Brexit. E as prováveis consequências de um hard ou soft Brexit - Boris Johnson, ao tentar ditar o tempo da votação final até 31 de outubro... como dizemos, se embananou. A discussão aqui parece chegar, na mídia, ao inevitável: as pessoas "votaram...