Algumas preocupações globais

09/10/2018

Embora as perspectivas econômicas por aqui estejam mais encorajadoras após as eleições neste último domingo, o cenário internacional vem se deteriorando.

Abaixo, destaco alguns indicadores que devem ser monitorados de perto:

  • O VIX subiu de 11,5% para 16,5% em 3 pregões.
  • O rendimento dos títulos do tesouro americano de 10 anos atingiram o patamar de 3,25%, nível considerado um ponto de inflexão para Jeffrey Gundlach, gestor considerado o rei da renda fixa nos EUA.
  • O fim do acrônimo TINA ("There is no alternative"). Se, antes diziam que as ações representavam a única alternativa do mercado, hoje, com um "dividend yield" de somente 1,8%, o investidor americano pode confortavelmente migrar para títulos do tesouro americano de 2 anos rendendo aproximadamente 3%. 
  • O rendimento dos títulos de 10 anos da Itália subiu de 3,4% na semana passada para níveis próximos a 3,7%. Cresce o ceticismo com relação a uma retomada da economia europeia. A região se apresenta como uma possível fonte de instabilidade para os mercados.
  • O FMI rebaixou o crescimento global. Apesar de toda a euforia com o corte dos impostos nos EUA, a previsão é de um crescimento do PIB inferior a 3%. Isso coloca pressão sobre o endividamento norte-americano.
  • Esta semana o tesouro americano irá vender uma quantia superior a US$250 bi em títulos do tesouro americano. 
  • O ETF MTUM, representativo do que vem historicamente performando bem dentro do índice S&P 500 (momentum), vem mostrando fraqueza.
  • Não há indícios de uma aproximação entre os EUA e a China no que diz respeito a batalha comercial iniciada por Trump.
  • Há expectativas de que as eleições do "mid-term" nos EUA irão trazer mais volatilidade aos mercados.

Em síntese, atenção total a taxa de juros norte-americana! O mercado ficou apreensivo com o discurso de Jerome Powell no fim da semana passada sinalizando que o processo de normalização das taxas de juros ainda tem um longo caminho pela frente.

Marink Martins