In Gold We Trust

10/02/2026

In Gold We Trust

O gráfico do S&P 500 precificado em ouro ajuda a lembrar de algo que o mercado costuma esquecer.

Entre 1998 e 2000, ninguém queria saber de ouro. A narrativa dominante era o Mighty Dollar, o auge do excepcionalismo americano, a crença quase incontestável de que a produtividade das empresas dos EUA tornava qualquer lastro desnecessário.

Mas esse gráfico sugere algo mais profundo. Ao longo do tempo, ele revela uma tensão recorrente entre dois regimes: de um lado, o excepcionalismo corporativo americano; de outro, o abuso fiduciário — isto é, a expansão monetária, o endividamento e a diluição silenciosa do poder de compra da moeda.

Os movimentos extremos do índice não são ruído. São sinais de transições de regime, momentos em que o mercado deixa de precificar crescimento real e passa a se proteger da fragilidade monetária.

Se o passado rima, este gráfico sugere que talvez estejamos deixando o primeiro regime para trás — e entrando, mais uma vez, no segundo.

MyVOL / Marink

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