In Gold We Trust

In Gold We Trust
O gráfico do S&P 500 precificado em ouro ajuda a lembrar de algo que o mercado costuma esquecer.
Entre 1998 e 2000, ninguém queria saber de ouro. A narrativa dominante era o Mighty Dollar, o auge do excepcionalismo americano, a crença quase incontestável de que a produtividade das empresas dos EUA tornava qualquer lastro desnecessário.
Mas esse gráfico sugere algo mais profundo. Ao longo do tempo, ele revela uma tensão recorrente entre dois regimes: de um lado, o excepcionalismo corporativo americano; de outro, o abuso fiduciário — isto é, a expansão monetária, o endividamento e a diluição silenciosa do poder de compra da moeda.
Os movimentos extremos do índice não são ruído. São sinais de transições de regime, momentos em que o mercado deixa de precificar crescimento real e passa a se proteger da fragilidade monetária.
Se o passado rima, este gráfico sugere que talvez estejamos deixando o primeiro regime para trás — e entrando, mais uma vez, no segundo.
MyVOL / Marink
