Como se estivessem em guerra
Acima, o déficit fiscal dos EUA.
Há um ano tivemos a morte de Monty Hall, uma espécie de Silvio Santos norte-americano, âncora do programa "Let´s make a deal" e responsável por um polêmico jogo de auditório que se tornou famoso por ser um dos mais contra-intuitivos do século 20.
Neste jogo, Monty Hall oferece a um de seus convidados a chance de ganhar um carro ao tentar adivinhar, ao escolher entre três portas, onde está o veículo. Atrás das três portas (1, 2 e 3), além do carro, temos duas cabras.
Em busca de um novo carro, o jogador escolhe a porta 1. O apresentador então abre a porta 3 revelando que ela não tem o carro, e oferece ao jogador a possibilidade de escolher a porta 2 ao invés da porta 1.
3. Pense o seguinte: o convidado escolhe a porta 1. Ele não sabe se há um carro ou não. Porém, vamos imaginar que há. A chance deste evento é de 1/3.
4. Sempre que o convidado escolher a porta certa (aquela onde está o carro), o apresentador (que sabe onde está o carro a priori) poderá abrir a porta 2 ou 3. Vamos assumir que ele abra a porta 3.
5. Ao trocar de escolha (trocar porta 1 para a porta 2), o convidado não ganhará o carro; ficará com uma cabra.
6. Agora pense que o convidado escolheu a porta errada (vamos assumir a 2). O apresentador vai e abre a porta 3 (cabra) e pergunta se o convidado deseja trocar para a porta 1. O convidado diz sim, e ganha o carro, pois este está na porta 1.
7. Sempre que o convidado escolher a porta errada (a posteriori) e trocar, ele saíra ganhador do carro. Escolher a porta errada é algo que acontece com uma frequência de 2/3. Por isso, neste caso, trocar é sempre a melhor escolha.
Trago este problema por ser parte integral de livros fascinantes como O Andar do Bêbado e muitos outros. Já apresentei tal problema junto com outros problemas famosos como o Paradoxo do Aniversário e o problema dos 9 pontos. Em comum, tais problemas desempenham um ótimo papel ao nos confrontar com as nossas limitações e contribuem para que tenhamos uma atitude mais modesta.
Acima, o déficit fiscal dos EUA.
O mercado financeiro está repleto de histórias associadas a húbris, palavra grega traduzida como tudo que passa da medida, descomedimento. Entre as maiores perdas, há sempre, em comum, o uso da alavancagem financeira.
O gigante asiático vive as consequências de um país que investiu demais em capacidade de produção. Neste momento, faltam recursos e sobra "deflação". Os últimos dados divulgados apontam para uma forte contração dos investimentos em ativos fixos -- algo só visto durante o período pandêmico. Houve queda, não só na área de construção civil, mas também...