Petrobras versus Exxon
Além da análise comparativa que clama por uma CONVERGÊNCIA entre os "valuations" da Petrobras e da Exxon, é importante que você entenda o seguinte:
Estive analisando a performance de alguns famosos gestores globais (hedge funds) e observei algo curioso: praticamente todos tiveram uma performance inferior ao índice S&P 500 após o fim de 2015. A exceção na lista abaixo foi David Tepper que conseguiu andar junto com o índice.
Há uma explicação razoável para tamanha "underperformance" do grupo. Ao longo de 2015 os preços das commodities começaram a cair drasticamente e tudo indicava que o longo ciclo expansionista chegara ao fim. No começo de 2016, a China desvalorizou sua moeda e o mundo tremeu, receoso de um crash.
Entretanto, no fim daquele mesmo mês, em um encontro do G20, hoje denominado por alguns como "O Acordo de Shanghai", foi definido que o Japão jogaria sua taxa de juros para o terreno negativo e os bancos centrais, atuando de forma conjunta, injetariam quantidades maciças de estímulos monetários (impressão de moedas). De lá para cá, o Banco do Japão e o Banco Central Europeu injetaram US$2 trn em 2016 e a mesma quantidade em 2017.
De forma surpreendente, os mercados reagiram e até hoje desfrutam desta "onda de euforia" impulsionada pelos BCs. Os gestores mencionados abaixo, demasiadamente humanos, foram pegos no contrapé desta nova ordem monetária que, em algum dia não muito distante, chegará ao fim.

Marink Martins
Além da análise comparativa que clama por uma CONVERGÊNCIA entre os "valuations" da Petrobras e da Exxon, é importante que você entenda o seguinte:
Seth Godin lembra algo simples:
Quando falamos de mercado de capitais, é justamente na opacidade onde a magia e a maldade florescem. Isso ajuda a explicar o sucesso histórico do Private Equity nos EUA — um ambiente em que pouca visibilidade permite narrativas exuberantes, valuations agressivos e uma assimetria gigante entre quem estrutura o negócio e quem compra lá na frente.