A preferência por marcas próprias em detrimento das já consagradas

11/03/2019

E falando sobre mudanças no comportamento do consumidor. (marcas próprias vs. marcas consagradas)

Em 2017, na ocasião do lançamento do livro THE FOUR, de Scott Galloway, gravamos pela MyCAP um vídeo onde eu apresentei algumas teses delineadas pelo famoso autor.

A principal delas, comentada no vídeo abaixo, envolvia a tese de que o Amazon Echo e seu sistema operacional Alexa seria um grande destruidor de marcas.

Scott argumenta em seu livro que por muitos anos crescemos acostumados a comprar utilizando os sentidos da visão e do tato. Assim, o surgimento de "home assistants" representava uma revolução neste processo, abrindo espaço para uma maior importância associada a audição.

Neste caso, consumidores passariam a fazer pedidos diretamente a Alexa que, por sua vez, recomendaria produtos mais baratos dando uma preferência a "store brands" (marcas próprias) em detrimento as "name brands" (marcas já consagradas).

Confesso que na ocasião conversei com alguns americanos que se mostraram céticos diante de tal afirmação.

Menos de dois anos se passaram e já vemos sinais deste fenômeno ocorrendo.

Embora eu ainda não tenha dados estatísticos embasando tal tese, é crescente o número de analistas que apontam para o efeito Alexa.

Ainda sobre "store vs name brands", vale ressaltar o crescimento da rede de supermercados Trader Joe´s cujo foco parece estar alinhado com as novas demandas do consumidor.

Marink Martins