Caro leitor,
No dia 1º deste mês, o Zero Hedge publicou uma reportagem com o título: "Brazil Is Quietly Becoming the Cleanest EM Trade" — ou, em tradução livre, "O Brasil está, silenciosamente, se tornando a aposta mais interessante entre os mercados emergentes".
A matéria destacava o fluxo de investimentos direcionado ao país e sua...
Cala a boca Paul Tudor Jones!

Se você é um
estudioso do mercado de ações provavelmente está questionando a minha audácia
ao mandar calar um ícone dos mercados.
A história de sucesso deste famoso trader é inquestionável. A razão para o meu título sensacionalista reside no fato que Tudor Jones, em entrevista exclusiva à CNBC, disse ontem que o mercado é indiferente a um aumento de 1% na taxa básica de juros, uma vez que a lucratividade das empresas vem crescendo a taxa de 20% ao ano. Ele foi além e disse que espera uma forte valorização nas ações americanas após as eleições no congresso norte-americano.
Bem, o que irá acontecer aos preços das ações ninguém sabe. Mas afirmar que o mercado é indiferente a um aumento nos juros justamente em um período onde há uma briga entre economistas se o Fed irá elevar 3 ou 4 vezes a taxa do "fed funds" soa como alguém querendo promover sua própria carteira. Não quero aqui atacar o nobre trader. É até possível que eu esteja tirando de contexto a sua verdadeira mensagem.
De qualquer forma, aproveitando que hoje é dia de reunião do Fed, dia de aumento em 0,25% da taxa do "fed funds", vale ressaltar que o mercado estará atento ao discurso de Jerome Powell em busca de pistas sobre os próximos passos da instituição.
Lou Crandall, o famoso "Fed Watcher" da Wrightson ICAP, acredita que o Fed poderá surpreender positivamente o mercado ao anunciar que sua fase de redução de ativos (QT = "Quantitative tightening" ou "aperto quantitativo") poderá ser bem mais breve do que esperado pelo mercado. Caso isso ocorra, a reação do mercado pode ser uma de euforia.
Entretanto, há muitos pessimistas na praça. No campo daqueles que acreditam em uma maior pressão advinda de pressões salariais, está o economista chefe da Goldman Sachs que acredita que o Fed irá levar sua taxa básica para o intervalo entre 2,25%-2,5% até o fim deste ano; uma taxa superior ao retorno sobre dividendos do índice S&P 500.
O anúncio das decisões da reunião do Fed ocorre nesta quarta-feira, às 15:00 (Brasília).
Marink Martins
Trump em Pequim
Estamos vivendo o fim de um ciclo. A narrativa de desglobalização e guerra comercial que dominou os últimos anos pode estar prestes a ser substituída por uma "Grande Transação".
Em 2015, no auge do boom do shale oil & gas , os EUA operavam cerca de 1.500 rigs.



