Sobre a expressiva queda no preço das ações da Cielo

01/08/2018

Peter Thiel, famoso investidor de capital de risco ("venture capitalist") e autor do livro "De Zero a Um" é categórico ao afirmar que investidores devem evitar investir em empresas atuantes em mercados competitivos. Tal afirmação pode parecer obvia, mas é impressionante como o ambiente de mercado muitas vezes se transforma a um velocidade surpreendente. 


Trago este tema ao refletir sobre a expressiva queda no preço das ações da Cielo no dia de ontem. Não faz muito tempo (foi na época da eleição passada), suas ações eram as queridinhas do mercado junto com as ações da Brasil Seguridade. De lá para cá a empresa líder do segmento de meios de pagamento viu mudanças regulatórias que dizimaram as elevadas expectativas de crescimento imaginadas por agentes de mercado.


Além de um mercado competitivo, o fato de que muitos investidores institucionais já estavam posicionados na ação também contribuiu para eliminar o tão celebrado "comprador marginal". 


Por tudo isso, antes da difícil tomada de decisão com relação a investir ou não nas ações de uma determinada empresa, o investidor além de fazer o dever de casa fundamentalista, deve analisar com bastante cuidado o ambiente competitivo que a empresa em questão atua assim como a composição de sua base acionária. 


Aproveito aqui também para lembrar que hoje, as 18:30, estarei fazendo uma palestra no Auditório da B3, no Rio de Janeiro, para falar sobre as perspectivas para a economia norte-americana. Inscreva-se no site da MyCAP.


Marink Martins

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Espera-se que quanto mais importante e maior for um determinado ativo, maior será o escrutínio por parte dos analistas envolvidos. Assim, é natural esperar que empresas cujas capitalização de mercado supere 1 trilhão de dólares se comporte de forma menos volátil exibindo assim uma maior previsibilidade.

Estaria o mercado de ações norte-americano precificado de forma a refletir um pouso suave perfeito? Penso que este é o questionamento do momento.

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