Ao ler uma excelente análise publicada por estrategistas da Gavekal logo pensei em alertar aqueles que leem os meus comentários a respeito do viés conhecido como "home country bias".

Não há como contestar o ímpeto altista do índice Bovespa. Em um mundo globalizado e digitalizado, é possível que até uma senhorinha em uma ilha remota do pacífico já esteja pensando em alocar parte de sua aposentadoria em algum título que venha a se beneficiar de uma eventual alta por aqui.

Escrevo este comentário ao ler sobre a constatação de uma perda de $80 milhões de dólares registrada pelo chefe da mesa de derivativos do banco BNP Paribas, Antoine Lours, no período pré-natal que culminou naquele pregão do dia 24/12 quando o índice S&P 500, por um momento, caiu "que nem balão apagado".

O otimista com as perspectivas para as ações listadas brasileiras o é principalmente por acreditar que um choque de liberalismo econômico no Brasil irá destravar um enorme fluxo de recursos destinados ao país que, por consequência, deverá elevar de forma significativa os preços dos ativos negociados por aqui.

O índice S&P 500 completou ontem 5 dias de altas consecutivas em meio a um mercado cheio de incertezas. Não preciso aqui enumerá-las pois já venho fazendo isso diariamente.

Nos últimos dois Insights de Mercado publicados aqui no MyVOL busquei passar ao leitor a minha expectativa de uma pausa neste "rally" que se iniciou no natal e que vem representando um belo início de ano para os comprados.

Preciso confessar aqui um sentimento ambíguo com relação as máximas de mercado.

Retorno hoje de férias sem, na verdade, nunca ter me desconectado totalmente dos mercados.

Na sexta-feira mencionei sobre uma possível alteração na Carteira MSCI Emerging Market Index na qual o peso atribuído as ações listadas na China Continental ("A-Shares") poderá ser quadruplicado.
O comitê responsável por tal decisão decidirá sobre o assunto no dia 28 de fevereiro deste ano.Observe que, salvo novos fluxos para os mercados emergentes,...

Aqueles que acreditam que os preços de mercado refletem todas as informações disponíveis esquecem que o mercado muitas vezes se comporta como uma criança - quando não consegue o que quer, cria uma tempestade.
Sigo com a tese que venho explorando no MyVOL de uma busca por acomodação nos índices de ações dos EUA, atribuindo uma baixa probabilidade...

Já falei por aqui algumas vezes: nunca vi um presidente americano atrelar seu sucesso ao comportamento do mercado de ações.