Se você leu o ThinkBOX anterior e agiu de acordo com o comentário, naturalmente viu o colapso na volatilidade implícita das opções de Petrobras, conforme discutido aqui.

Apesar de um certo alívio ao ver o IBOV em alta nesta manhã, compartilho com você a minha preocupação ao ler a notícia publicada no Estadão em que o partido de Bolsonaro considera colocar um militar para presidir a Petrobras.

Embora não saibamos detalhes específicos a respeito do plano de ação de Jair Bolsonaro e seus eventuais ministros, vale destacar que comentários ventilados por formadores de opinião no mundo da administração de recursos têm sido positivos.

Seguindo o comentário um pouco mais pesado apresentado no Insights de Mercado de hoje, chamo atenção para um outro fator ainda não muito discutido na mídia internacional: os tecnocratas de Bruxelas pediram que o governo da Itália submeta um novo orçamento.

Após uma segunda-feira morna nos mercados em que seus agentes não demonstraram convicção no movimento de apreciação das ações chinesas, temos hoje um mercado que promete emoção.

No vídeo abaixo, compartilho com você a essência do que foi apresentado pela Gavekal em sua mais recente conferência com investidores globais.

Sabe-se que o preço do petróleo desempenha um papel análogo a um imposto global. Preços elevados fazem com que uma parte significativa da renda global seja transferida de países importadores para os exportadores do ouro negro.

Neste momento em que escrevo, as 15:42 desta quarta-feira, 17/10, os índices americanos se encontram no campo negativo em um ambiente onde o VIX (medida associada a volatilidade do S&P 500) ainda está acima de 18%.

Pressionados por um elevado estoque de imóveis, alguns construtores chineses ("property developers") estão vendendo imóveis com descontos de até 30% dos preços praticados há algumas semanas.

Primeiramente, é importante destacar que o índice S&P 500 chegou a perder a sua média móvel de 200 dias. Os principais índices europeus já se encontram 7% abaixo de tal métrica.