De acordo com Louis-Vincent Gave alguns preços de mercado refletem uma espécie de pânico vivido por agentes. Mais especificamente, o fundador da Gavekal refere-se a enorme demanda que vem impulsionando os preços de ativos considerados antifrágeis como o ouro e os títulos soberanos de países desenvolvidos. Ambos registram expressivas valorizações...

Caso você tenha a oportunidade de rever a literatura associada ao mercado de ações nos últimos 15 anos irá notar que, mesmo diante da presença de sinais claros de deterioração nos fundamentos econômicos, muitas vezes os índices de ações continuaram a se valorizar como se nada estivesse ocorrendo.

Há uma percepção por parte de importantes estrategistas globais de que a busca por proteção que levou o preço do ouro a subir 5,9% e os treasuries de 10 anos dos EUA a se valorizarem 4,2% deve ser parcialmente revertida na medida em que os mercados entendam que os protestos em Hong Kong são passageiros e não devem caminhar para...

Desculpe te frustrar, mas a mim não só falta uma letra no nome, mas também os bilhões de libras esterlinas ("uma vez feito a correção monetária pela passagem de 130 anos") e, provavelmente, muitos outros atributos.

Hoje é o aniversário de 15 anos do IPO da Google. Lembro-me bem desta data em 2004 pois se tratou de uma operação diferenciada: um leilão holandês que resultou em um preço de IPO de US$85,00 por ação. Ao contrário do que ocorre hoje em dia, quem quis comprar ações da Google conseguiu fazer isso tranquilamente sem ter que sair...

O pessimista Charles Gave explora este tema constantemente e joga uma luz nesta questão. Historicamente, há uma correlação inversa entre o preço do ouro e o preço dos títulos de longo prazo emitidos pelo tesouro norte-americano. Entretanto, o que vimos nas últimas semanas é um mercado estranho, onde tanto o ouro como os títulos de renda fixa se...

Dados históricos sugerem que o mês de agosto tende a ser o pior mês em termos de performance para as bolsas de valores. Tenho uma teoria para este comportamento que derivo de experiências pessoais e gostaria de compartilhar com vocês.

Fiz um levantamento do número de investidores individuais na B3 para as 25 maiores empresas em termos de participação no Ibovespa. Os dados foram obtidos através dos Formulários de Referência publicados pelas empresas em maio deste ano.

Vou direto ao ponto antes que o assinante ache que irei me alongar em teorias comportamentais. Chegou ao Brasil - não faz muito tempo - uma obsessão por avaliar empresas, não por seus fundamentos presentes (P/L, ROE, ROIC, etc), mas sim por seu potencial em termos de TAM, SAM e SOM!

É provável que estas manifestações ainda se prolonguem. Tudo indica que os membros do partido comunista chinês optem por uma estratégia mais paciente ao invés de ir para um confronto armado. Ninguém quer mais um massacre similar ao ocorrido na Praça da Paz Celestial em 1989.

Aqueles que me conhecem sabem que sempre suspeito de resultados pro forma. Se tais resultados fossem confiáveis, estes fariam parte integral da divulgação de resultados enviada à CVM. O fato é que nos ITRs publicados por empresas listadas no Brasil não há espaço para fanfarrices e EBITDAs ajustados.

Neste momento em que os mercados globais parecem mais frágeis devido a intensificação das tensões comerciais entre os EUA e a China, aproveito para reiterar a tese de que a performance do índice S&P 500 para os próximos anos tende a ser pífia por diversos argumentos que, aos poucos, já começam a se manifestar na principal economia do globo.

No gráfico acima temos a performance das ações da Petrobras PN (linha azul escura - alta de 45%) versus a performance das ações da Exxon (linha verde), do ETF XOP (Exploration & Production) (linha azul clara) e do ETF OSX (Oil & Services) (linha laranja).