Antes de explorar os argumentos mais otimistas que vem impulsionando os mercados, deixo claro aqui que boa parte do conservadorismo que expresso em meus textos tem a ver com a minha expectativa de que o atual ciclo expansionista tem o potencial em culminar em uma tremenda compressão de múltiplos de P/L, nos moldes daquele visto no Brasil durante o...

Tomo esta frase da música Telefone de Tim Maia para fazer um paralelo entre o momento atual e aquele ocorrido em 2007/2008.

A afirmação acima veio de Jonathan Garner, estrategista chefe para Mercados Emergentes - Ásia no Morgan Stanley. Garner nos apresenta oito fatores que corroboram com a sua visão mais pessimista. São eles:

O autor Nassim Taleb, em seu livro a A Cama de Procusto, nos fala sobre a necessidade humana de compactar informações e estabelecer premissas a respeito de sistemas complexos, como a vida e os mercados.

Dizem que, em momentos de crise, o único indicador que sobe é a correlação entre os componentes de um índice de bolsa. Embora não estejamos em uma crise neste momento, o salto no nível de correlação observado - tanto nos ativos brasileiros como nos americanos - indica que a probabilidade de que venhamos entrar em uma não é desprezível.

A essa altura acredito que podemos afirmar que, quase todos que estão envolvidos com o mercado de ações, já sabem do movimento especulativo que varre o mundo desenvolvido.

Um dos temas mais discutidos no que diz respeito aos mercados internacionais é o atual "espreme dos vendidos" (minha tradução para a expressão "short squeeze") nas ações de empresas em que há um elevado percentual das ações em circulação vendidas a descoberto.

Dizem que um bom gestor de recursos está mais focado em se adaptar as condições do mercado do que necessariamente tentar prever os seus movimentos direcionais.

Na crise de 2015/16 vivida no Brasil diversas empresas sofreram devido aos seus elevados endividamentos. Dentre elas, a Petrobras e a CSN se destacaram e, por um determinado momento, deixaram os seus credores receosos quanto à possibilidade de um calote.

Hoje é dia de estreia nos EUA. Inicia-se a era Biden com o seguinte pensamento: "Go Big" ou "Go Home"!

Entramos na temporada de divulgação de resultados nos EUA. Para os mais céticos diante da recente valorização nos preços dos ativos, a temporada se apresenta como uma oportunidade de mensuração do impacto da liquidez gerada pelo FED nos balanços das empresas.

No texto de hoje busco te chamar atenção a alguns sinais importantes com potencial de afetar o comportamento dos mercados.