Eventos já precificados pelos mercados
Trump sancionou o pacote econômico (Covid Relief Bill). O BREXIT foi aprovado em meio a um acordo robusto, representando um desfecho favorável.

Trump sancionou o pacote econômico (Covid Relief Bill). O BREXIT foi aprovado em meio a um acordo robusto, representando um desfecho favorável.
Independente de ter sido acertada ou errada a resposta dos governantes diante da pandemia, é fato que - pelo menos nos EUA - uma boa parte da população formou uma poupança que não foi fruto do trabalho, mas sim, da transferência de renda. Em um determinado momento neste ano, cidadãos americanos receberam US$600/semana!
Inicio a semana com uma dose de ceticismo diante do cenário de aversão a risco que se faz presente nesta manhã. O noticiário nos diz que os mercados caem devido ao surgimento de uma nova cepa do coronavírus na Inglaterra, provocando assim, o receio de desaceleração da retomada econômica vigente.
Nesta próxima segunda-feira teremos a inclusão das ações da TESLA no índice S&P 500. Observe que o preço das ações subiu aproximadamente 50% desde o anúncio de sua inclusão e 800% desde a mínima do ano.
Ontem tivemos o vencimento do contrato WINZ20 e os "comprados" deram um show. Puxaram o índice de forma surpreendente, levando o preço de ajuste para 117.577; isso após ter feito uma mínima situada a 2.000 pontos abaixo deste patamar.
Ao contrário de tentar prever o que irá ocorrer em 2021, Louis preferiu refletir a respeito dos eventos mais marcantes neste ano que termina. Abaixo, elenco os principais temas e faço alguns comentários associados.
Jim Cramer é, na minha opinião, o mais influente comentarista do mundo das finanças neste planeta. O cara já atuou em todas as pontas. Passou pelo Goldman Sachs, já foi um gestor de sucesso, já foi um empresário que levou sua empresa a um IPO, e é hoje a pessoa mais importante no principal canal de finanças do mundo - a CNBC....
Venho argumentando através destes textos que viveremos o ápice do descolamento entre a economia real e os mercados nesta semana. A base da argumentação reside em alguns fatores:
Acima temos o gráfico do IPO da empresa RedHat. Este IPO ocorreu em agosto de 1999 e ilustra como o pós IPO pode ser problemático.
Conforme mencionei na segunda-feira, estamos na semana dos IPOs. Temos as aguardadas emissões de ações de empresas como Rede D´Or, AirBnB, e DoorDash. Curiosamente, 2020 está se provando um ano recorde para emissões conforme podemos observar na imagem abaixo.
Que mercado é esse? Quando cai, cai como em uma depressão. Quando sobe, sobe de forma eufórica. Temos um mercado exibindo sintomas claros de uma doença maníaco-depressiva. Está certo que, em parte, os mercados sempre se comportaram assim. Mas, há indícios claros de que os sintomas vêm ganhando uma outra dimensão.
Segue abaixo um apanhado dos gráficos mais representativos do momento em que vivemos nos mercados.
Ontem, em entrevista ao programa Fast Money da CNBC, Aswath Damodaran - considerado um Deus quando o tema é "valuation" - disse que investimentos em ações de empresas como a Zoom e a Peloton poderiam ser classificados como "lazy investing". Preferi traduzir "lazy investing" como investimento impulsivo ao invés de me ater a tradução literal que...
O que seria dos mercados sem nossas preocupações do dia a dia? Os mercados, assim como a vida, dançam em uma linha tênue; o desequilíbrio é sempre uma possibilidade.
A maioria dos investidores já conhece o VIX - expectativa de volatilidade de curto prazo associada ao índice S&P 500. Menos conhecido é o MOVE que, assim como o VIX, também mede uma expectativa de volatilidade de curto prazo, mas desta vez associada a variação nas taxas dos títulos do tesouro americano de prazos de 2 anos, 5 anos, 10...